Produção relacionada à preservação é novidade do Pavilhão da Piscicultura

Produção relacionada à preservação é novidade do Pavilhão da PisciculturaEstes são alguns dos peixes que os visitantes da Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó (EFAPI 2013) poderão conhecer até domingo (13), no Pavilhão da Piscicultura, no parque de exposições Tancredo Neves, em Chapecó.

O pavilhão chama a atenção de muitos visitantes e deve ser um dos mais visitados da feira. Foi montado um lago com área de preservação (árvores nativas e animais). Ali estão em exposição mais de 500 animais, e nos 16 aquários estão as espécies de traíra, tuvira, lambari, rã touro gigante. Os peixes nativos da região oeste catarinense são jundiá, lambari, cascudo, tuvira e traira.

A novidade do pavilhão é a apresentação e identificação dos serviços prestados pelos ecossistemas aquáticos na piscicultura. A ação é desenvolvida na França, no Brasil e na Indonésia por intermédio do projeto “Intensificação Ecológica da Piscicultura”. Para detalhar mais as atividades estará presente na EFAPI, o pesquisador francês Eduardo Chia.

A iniciativa está baseada no ciclo de aquicultura sustentável, serviços ecossistêmicos, bem-estar humano e governança territorial. De acordo com o pesquisador, extensionista da Epagri e doutor em Aquicultura, Jorge de Matos Casaca, é necessário compreender a relação da piscicultura com o meio ambiente. “Por exemplo, ao questionar para que serve o açude, terá respostas como a de criar peixe, reservar água e diversão. Porém, associado à piscicultura temos mais de 80 serviços”, expôs.

Outro exemplo é o manejo da piscicultura. O lodo jogado sem critérios causa prejuízos ao meio ambiente, mas se recolhido e depositado em uma área agrícola, gera benefícios. “Esta dinâmica é uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) como alternativa para construir o futuro. Os ecossistemas têm que servir ao homem. Antigamente, o princípio básico que prevalecia era de que o meio ambiente deveria ser preservado para as futuras gerações. Agora a relação é para servir o bem-estar humano”, ressaltou Casaca.

A orientação para os produtores é de manter uma atividade sustentável com risco mínimo de comprometimento ao meio ambiente e dispor de renda. De acordo com Casaca, o projeto internacional tem como base o princípio de envolver as pessoas, pois todos os atores da cadeia produtiva permanecem no mesmo nível.

O pavilhão também conta com espaço gastronômico organizado pela Epagri e Associação Chapecoense de Aquicultura e Consórcio Iberê, que trabalham a preservação da mata ciliar.

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br