Pirarucu tem ganho de peso muito superior a qualquer outra espécie

Peixe rende pratos deliciosos pela carne tenra que tem. Com manejo adequado, peixes podem render alto valor comercial.

pirarucuSilas e Nilce Gomes da Silva têm uma fazendinha de peixe em Rolim de Moura, região leste de Rondônia. Na beira de um tanque que foi adubado com esterco, eles coletam zooplâncton, um minúsculo crustáceo que serve de alimento vivo para os filhotinhos de pirarucu.

Os dois riem à toa com a vida boa que o pirarucu lhes trouxe. “Hoje nós temos uma vida tranquila, vivemos só de pirarucu, temos carro, moto, não temos dívida e dentro de casa temos tudo”, conta Silas.

Silas é considerado o mais eficiente produtor de alevinos de Rondônia. A estrutura dele mostra que não é preciso muita beleza para se por à mesa. Em um barracãozinho, ele tem algumas caixas d’água para onde a ninhada é transferida. Nelas, Silas despeja o trato, a água rica em zooplâncton. Ligeirinho, o cardume pega a comida.

A criação é delicada, ele só pegou o rumo do manejo com assistência do Sebrae e orientação técnica, que lhes ensinou as manhas de utilização de uma lupa. Sozinho, Silas já examina as larvas e identifica e combate os principais parasitas.

O empenho compensa, pois está valendo uma nota a larva de pirarucu em Rondônia: R$ 1,50 cada filhotinho de uma semana de vida. A compra é assegurada pela Mar & Terra, que montou em Pimenta Bueno um berçário e uma creche.

Não existe ainda ração específica para pirarucu, eles estão adaptando de outras espécies carnívoras. Aos poucos, os alevinos passam do alimento vivo para o peletizado, variando a granulação conforme a idade.

oda a produção pode ser rastreada, um chip do tamanho de um grão de arroz é colocado nas matrizes. Passando o leitor eletrônico pela cauda, logo se ouve o bip, pintando na tela o número do cadastro federal de identificação.

Os alevinos já treinados são, então, revendidos para as fazendas de recria por R$ 15 cada. A cadeia de criação já conta com 50 piscicultores, totalizando 100 hectares de tanques.

Não se descobriu ainda exatamente como é a reprodução e a ração é adaptada de outras criações de peixes, mas uma coisa já se sabe: o pirarucu tem hora certa para comer, geralmente nas pontas do dia, cedinho ou no fim da tarde.

Confira o vídeo com a reportagem completa e veja uma criação em ponto final de engorda e o valor comercial que o pirarucu pode render em virtude do alto ganho de peso.

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/06/pirarucu-tem-ganho-de-peso-muito-superior-qualquer-outra-especie.html

Fonte: http://g1.globo.com