Mato Grosso investe R$ 2,4 milhões em estudo da UFMT sobre a piscicultura

Pesquisadores buscam incentivar a piscicultura. Foto: Divulgação: Ascom/SEDEC

O estado do Mato Grosso tem capacidade de expandir a piscicultura na região. Atualmente, a produção de pescados no estado é de 40 mil toneladas ao ano. Com o intuito de descobrir quais são os principais entraves, desafios e traçar um raio-X do setor, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) está destinando R$ 2,4 milhões para financiar pesquisa coordenada por pesquisadores da UFMT.

A superintendente de Agronegócio e Crédito da Sedec-MT, Linacis Silva, explica qual o objetivo do estudo e como vão capacitar os profissionais. 

“O objetivo principal do estudo é determinar a prevalência de salmonella nas pisciculturas do estado de Mato Grosso e com isso trabalharmos A otimização de protocolos de boas práticas, tanto referente à produção, a despesca, industrialização do pescado de forma a combater e manter o controle da Salmonella. Além disso, se identificados, trabalharemos a atualização de protocolos, bem como validar métodos alternativos que estão sendo estudados como o uso de probióticos, do cloro e do ozônio. Além disso, capacitar profissionais para a piscicultura para o combate, o controle, e trabalhar a elaboração de materiais para a divulgação das tecnologias que serão desenvolvidas”, explicou.

Os trabalhos devem percorrer outras 530 propriedades em 50 municípios nos três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal, até 2024. Nesse primeiro momento, os estudos começaram pela Baixada Cuiabana, onde foram visitados oito dos 13 municípios da região e realizadas coletas em 25 pisciculturas.

Além disso, Linacis Silva afirma que a meta para a finalização da primeira etapa do estudo é de aproximadamente três anos. 

“É um prazo de três anos para execução desse trabalho, a primeira etapa no estudo. Daí a identificação, coleta de materiais, realização de análises para identificar essa previdência da salmonella. Posteriormente, fazer a avaliação do uso de probióticos tanto na água quanto na ração, na sequência, fazer adequação de boas práticas agropecuárias e boas práticas de fabricação para o controle da salmonella, propor as alternativas e a última meta que é a formação de recursos humanos altamente capacitados para trabalhar no controle da salmonela e na transferência de tecnologia para as pisciculturas do estado, bem como para os entrepostos de pescado do nosso estado”, concluiu. 

As visitas dos pesquisadores devem ocorrer junto com fiscais do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), também parceiro do programa. Ao todo, o estado possui cerca de 4.300 propriedades produzindo pescado.

Fonte: https://brasil61.com/