Maquinário da fábrica de ração de peixes chega ao Acre

As máquinas que farão parte da fábrica de ração de peixes já chegaram ao Acre

Maquinário da fábrica de ração de peixes chega ao Acre

Um laboratório que produz alevinos, uma fábrica de ração de qualidade para engordar esse peixe e um frigorífico para comprar e processar a produção. Isso tudo significa uma cadeia produtiva completa e um futuro feliz para os produtores. Foi com estas palavras simples que Sansão Nogueira, produtor e presidente da Central de Cooperativas de Piscicultores, resumiu a equação que traduz os investimentos feitos pelo governo do Estado e a iniciativa privada na fábrica Peixes da Amazônia S/A.

“O Brasil importa mais de 60% do peixe que consome. Não estamos em meio a uma aventura de investimento. É uma grande oportunidade de mercado, na qual estamos envolvendo 16 mil famílias de produtores, e os pequenos têm participação nos empreendimentos através das cooperativas. O Acre será o endereço do peixe na Amazônia”, disse o governador Tião Viana.

Localizada estrategicamente numa área de terra entre a BR-364 e o Rio Iquiri, a Peixes da Amazônia se prepara para ser um dos maiores complexos industriais acreanos. O governador Tião Viana esteve hoje no local. Entre os empreendimentos que vão formar a indústria, estão a fábrica de ração, o laboratório de alevinagem e o frigorífico. O primeiro deles a ficar pronto será a fábrica de ração, com tecnologia importada da Dinamarca, e será a mais moderna do país. O grande segredo da fábrica que fornecerá ração para os produtores, segundo o governador Tião Viana, é a participação dos pequenos na divisão dos lucros.

As máquinas que farão parte da fábrica de ração já chegaram ao Acre. “São R$ 5 milhões de investimentos somente em maquinário. As fundações já estão prontas – levantaremos as paredes agora e acreditamos que no fim de janeiro ela estará  concluída para que seja feita as partes mecânica e elétrica. A meta na primeira etapa é produzir 20 mil toneladas de peixe por ano, com uma receita de R$ 250 milhões, e passar a 100 mil toneladas de peixe/ano logo em seguida. Isso vai mudar completamente a economia rural do Estado”, disse o secretário de Indústria e Comércio, Edvaldo Magalhães.

Para alimentar com peixes todo esse complexo industrial, serão necessários, segundo os cálculos do consultor Jorge Brum, do Projeto Pacu, pelo menos quatro mil hectares de lâmina d’água. “Foi a partir dessa constatação que o governador Tião Viana tomou a decisão de construir cinco mil tanques em todo o Estado e está cumprindo a meta. Até agora já foram construídos 2.353, além do avanço feito pela iniciativa privada. Nossa meta é envolver 16 mil famílias de produtores nesse trabalho”, disse o secretário de Produção, Lourival Marques.

Os tanques que formam o laboratório de alevinagem da Peixes da Amazônia, que tem capacidade de produzir 400 mil alevinos de pirarucu e de 4 a 5 milhões de alevinos de surubim por ano, serão alimentados por um canal que liga o complexo ao Rio Iquriri. “Tudo de forma estudada para garantir segurança contra enchentes ou secas”, ressaltou o consultor.

O pai do governador Tião Viana, Wilde Viana, acompanhou a agenda. Ele foi o primeiro acreano a sonhar com o desenvolvimento da piscicultura no Estado e empreendeu uma iniciativa ousada na década de 1970: trouxe para o Estado alevinos transportados em sacos com água por meio de avião.

Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br