Desafio da Fundação 25 de Julho é melhorar gestão na piscicultura em SC

Desafio da Fundação 25 de Julho é melhorar gestão na piscicultura em SCA melhoria da gestão nos processos de produção, manejo e beneficiamento de peixes de água doce em Joinville passa a ser o foco principal da Fundação 25 de Julho para o setor nos próximos anos. A consolidação da oferta de alevinos, hoje estimada em 1 milhão de unidades por safra, a expansão da atividade em Joinville e o aumento da procura por orientação técnica, são motivos que levaram os gestores municipais a aperfeiçoar as técnicas de produção. “O resultado que se espera com a presença dos extensionistas rurais nas propriedades é a qualificação e o incremento na receita dos produtores”, disse Valério Schiochet, presidente da Fundação 25 de Julho.

Com produção anual de 4,1 mil toneladas por ano, a microrregião de Joinville é hoje a maior produtora de tilápias do Estado. “Só Joinville produz 800 toneladas ao ano”, disse Roberto Hoppe, gerente da Fundação 25 de Julho. Com a melhoria dos processos de gestão o governo espera dobrar esta produção nos próximos anos. “É possível alcançar a meta de 100% sem necessariamente aumentar a área de produção”, complementou Anselmo Cadorin, engenheiro agrônomo que atua na regional da Epagri em Joinville.

Segundo Valério Schiochet, a Fundação 25 de Julho já está desencadeando ações para que a meta proposta pelo governo seja cumprida. “O incentivo à instalação de um entreposto de pescado é uma das ações voltadas ao aperfeiçoamento da produção”, explicou. O entreposto do pescado é um projeto desenvolvido pelo produtor Valdecir Will, um dos maiores produtores de peixe em lagoas em Joinville. “A proposta é começar com uma produção de 500 toneladas por dia, podendo chegar ao limite de 2 a 3 toneladas ao dia”, disse.

A piscicultura é atividade que vem atraindo cada vez mais adeptos no meio rural da cidade. A modalidade já é a terceira maior atividade agrícola do Município, ficando atrás somente do arroz e da banana. Hoje são 262 produtores oficialmente cadastrados. Destes, 66 são considerados profissionais, que tem na produção de peixes sua principal fonte de recursos. Outros 196 são semiprofissionais, para quem a piscicultura é segunda opção de renda. “Fora estes existem ainda mais de mil produtores ocasionais, que se espalham por toda região rural”, explicou Roberto Hoppe.

Um dos produtores profissionais que busca constante aperfeiçoamento é Alcides Bergmann. Sua propriedade, na Estrada Quiriri, em Pirabeiraba, conta com algumas lagoas de onde a família extrai sua principal fonte de renda. “Antes trabalhávamos na fábrica e agora estamos numa área mais agradável e com mais rentabilidade”, disse a esposa de Alcides, Roseli Kanzler Bergmann. Com uma produção tilápias que chega a uma tonelada por ano, Alcides diz que a lucratividade alcança os 40%. “Aqui vendemos peixe de diversas formas, seja inteiro, limpo, em filés”, conta.

Safra de alevinos
Junto aos tanques de peixes da Fundação 25 de Julho a caminhonete de Alcides Bergmann está lotada com 12 grandes pacotes. Cada um deles contém mil alevinos, que logo serão despejados nas lagoas de sua propriedade e serão cultivados durante os próximos 12 meses. “É o período médio para que eles alcancem 600 gramas, peso ideal para a comercialização”, explica Alcides. No período da safra de alevinos, entre novembro e abril, a Fundação 25 de Julho projeta uma distribuição de 1 milhão de unidades de tilápias. De acordo com Roberto Hoppe, a venda dos filhotes é realizada todas as quintas-feiras no período da manhã, a partir das 8 horas. O contato pode ser realizado pelo fone 3424-1188. O custo é de R$ 100 por milheiro da tilápia.

Fonte: http://www.economiasc.com.br